quinta-feira, 28 de abril de 2016

Indicações da crochetagem na Fisioterapia Desportiva


A Crochetagem é uma técnica inovadora de terapia manual, utilizada na fisioterapia. O diferencial dela em relação a outras mais convencionais é que possibilita manipular regiões mais intrínsecas, inclusive as articulares, como cápsulas, ligamentos e até mesmo músculos.

Indicada em qualquer afecção osteomioarticular que apresente fibroses ou aderências, a Crochetagem tem como objetivo produzir hiperemia profunda, facilitar o retorno venoso e recuperar a elasticidade e a plasticidade dos tecidos moles (músculos e fáscias).

A técnica de crochetagem trabalha a quebra de aderências entre diferentes estruturas e profundidades dos tecidos envolvidos no movimento, direta ou indiretamente.

Veja mais indicações da Crochetagem:

• Aderência de cicatriz, seja por cirurgia de artroscopia ou cirurgia aberta;
• Pós imobilização, na maioria das vezes de longa data, onde se perde a amplitude de movimento;
• Pós-trauma, onde lesões com edema (inchaço) possam causar dor;
• Lesões inflamatórias ou não inflamatórias, como por exemplo: lesão por esforço repetitivo, lombalgias, ciatalgia, fascite plantar, tendinites, torcicolo, cefaléia entre outras...
• Pessoas que utilizam muito a musculatura, o que pode gerar lesões em articulações, como: contraturas de panturilha, canelite em maratonistas, pubalgia em jogadores de futebol.

A técnica é muito eficiente para tratar lesões por esforço repetitivo e, principalmente, para atletas, pelo "over uso" da musculatura.

Fonte: Faça Fisioterapia

quinta-feira, 14 de abril de 2016

As fases da técnica da crochetagem


O princípio da Crochetagem se baseia numa abordagem do tipo centrípeta, iniciando de fora para dentro dos tecidos. Na presença de uma dor em um local específico, o terapeuta inicia sua busca palpatória manual nas regiões afastadas (proximais e distais) do foco doloroso.

Esta busca palpatória segue as cadeias musculares e fáscias lesionadas que estão em relação anatômica (mecânica, circulatória e neurológica) com a lesão. Esta concepção permite evitar o aumento da dor, chamado de efeito rebote, consequência de um tratamento exclusivamente sintomático. A técnica da crochetagem comporta três fases sucessivas: palpação digital, palpação instrumental e diafibrólise.

A primeira fase é da palpação digital, que consiste em uma espécie de amassamento realizado com a mão palpatória, permitindo delimitar grosseiramente as áreas anatômicas a serem tratadas.

Palpação instrumental é a segunda fase e se realiza com a utilização do gancho em função do volume da estrutura anatômica a tratar. Ela permite localizar com precisão as fibras conjuntivas aderentes e os corpúsculos fibrosos. Com o gancho em uma das mãos, posiciona-se a espátula, colocando-a ao lado do dedo indicador localizador da mão palpatória. O conjunto posiciona-se perpendicular às fibras tissulares a serem tratadas.

A mão palpatória cria um efeito em onda com os tecidos moles, no qual o polegar busca colocar esta onda dentro do gancho. A penetração e busca palpatória são efetuados por meio de movimentos lentos anteroposteriores. Durante a última fase, os movimentos da mão palpatória precedem aos movimentos da mão com o gancho, o que permite reduzir a solicitação dos tecidos controlando melhor a ação do gancho.

A impressão palpatória instrumental traduz por um lado, resistência momentânea, seguida de um ressalto durante a passagem da espátula do gancho em um corpo fibroso, e por outro lado, uma resistência seguida de uma parada brusca quando encontra uma aderência. Estas últimas impressões só podem ser percebidas quando o gancho está em movimento, pelo indicador da mão repousado no gancho. Estas sensações se opõem àquelas de fricção e de superfície lisa, encontradas nos tecidos saudáveis.

A terceira fase, fibrólise, corresponde ao tempo terapêutico. Esta fase consiste, no final do movimento de palpação instrumental, em uma tração complementar da mão que possui o gancho. Este movimento induz, portanto, um cisalhamento, uma abertura, que se visualiza como um atraso breve entre o indicador da mão palpatória e a espátula do gancho.

Esta tração complementar é feita para alongar, ou romper as fibras conjuntivas que formam a aderência, ou mesmo deslocar ou a achatar o corpúsculo fibroso.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/21108/o-metodo-da-crochetagem-na-pratica#ixzz43Z8yQEaY

segunda-feira, 21 de março de 2016

3 fases da crochetagem no tratamento de cicatriz


A crochetagem é uma técnica de tratamento desenvolvida na década de 70, pelo fisioterapeuta sueco Kurt Ekman, que inspirando-se nos trabalhos de Cyriax, buscava um modo de trabalhar as estruturas de maneira mais profunda precisa e apurada, para isto, ele desenvolveu GANCHO (aço inoxidável semelhante a uma agulha de crochê, denominado “crochets”).

A crochetagem é um método de tratamento das algias mecânicas aparelho locomotor (dores musculares), diminuindo o estiramento muscular e as dores provocadas pelo mesmo, ajuda no sistema circulatório facilitando o retorno venoso, recupera elasticidade e plasticidade dos tecidos moles, diminui a aderência de articulações e ligamentos e dentre outros objetivos terapêuticos.

A técnica consiste na utilização de um gancho que são colocados e mobilizados sobre a pele, os mesmos possibilitam manipular regiões mais intrínsecas, inclusive as articulações, como capsulas, ligamentos e músculos.

O método de tratamento consiste em utilizar-se o gancho para realizar a fibrólise nas áreas aderidas da cicatriz, com o objetivo de promover a liberação tecidual. A abordagem da cicatriz segundo a crochetagem pode ser dividida didaticamente em três etapas, em que a primeira compreenderá quatro trajetos de aplicação, a segunda e a terceira, dois trajetos.

Na primeira etapa, se realizam movimentos curtos de tração em um eixo paralelo à cicatriz por todo seu trajeto longitudinal da direita para a esquerda e da esquerda para direita, este procedimento deve ser realizado bilateralmente, de modo que se completem quatro trajetos de aplicação, dois em cada lado da cicatriz.

Na segunda etapa, os movimentos serão realizados em um eixo perpendicular a cicatriz, também por todo seu trajeto longitudinal. Estas trações perpendiculares devem ser realizadas de maneira que cruzem sobre a cicatriz. Estes movimentos também serão realizados bilateralmente, de modo que sigam dois trajetos de aplicação de uma extremidade a outra da cicatriz.

Na terceira etapa os movimentos serão realizados de maneira semelhante à segunda etapa, seguindo os mesmos eixos e trajetos, a diferença será que nesta etapa os movimentos não cruzarão sobre a cicatriz, ou seja, os movimentos terão início imediatamente após o bordo mais eterno da cicatriz.

Novamente os movimentos devem ser realizados bilateralmente para que se sigam dois trajetos de aplicação ao longo de toda cicatriz.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Crochetagem e a flexibilidade tóraco-lombar e do quadril.


A Crochetagem é uma técnica que vem sendo aceita entre os fisioterapeutas por ser de baixo custo, fácil aplicação, sendo não invasiva e sem grandes riscos à população, sendo útil no tratamento das algias mecânicas do aparelho locomotor e limitações de movimentos, com resultados consideráveis e imediatos.

As principais indicações para o uso da Crochetagem são: aderências fibrosas que dificultam o movimento de deslizamento, a circulação sanguínea venosa e linfática; as aderências consecutivas a um traumatismo levando a um derrame tecidual; as aderências consecutivas a uma fibrose cicatricial cirúrgica; as algias inflamatórias ou não-inflamatórias do aparelho locomotor; as nevralgias consecutivas a uma irritação mecânica dos nervos periféricos e as síndromes tróficas dos membros.

Essa pesquisa discute a eficácia da Crochetagem em  ganho de flexibilidade tóraco-lombar e do quadril.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O gancho na crochetagem


O material utilizado para a sua aplicabilidade é um gancho de aço, com duas extremidades, uma extremidade com uma curvatura maior e a outra com uma curvatura menor, para melhor se adaptar as estruturas a serem tratadas. Cada curvatura acaba em uma espátula que tem por objetivo reduzir a pressão exercida sobre a pele. Cada espátula apresenta uma superfície externa convexa e uma superfície interna plana.

A função da superfície plana do gancho é melhorar a interposição da espátula entre os planos tissulares profundos inacessíveis aos dedos do terapeuta, permitindo a crochetagem das fibras conjuntivas delgadas dos corpúsculos fibrosos em vista de uma mobilização seletiva.

A técnica é indolor, e divide-se em três etapas: palpação digital, palpação instrumental e fibrólise. A palpação digital consiste na compressão da pele com a mão esquerda sobre a área a ser tratada; a palpação instrumental é realizada com o gancho, onde, dependendo da área, se escolherá o melhor lado do gancho a ser utilizado (maior ou menor), é realizada colocando-se a espátula do gancho junto ao dedo indicador da mão esquerda; a fibrólise é uma tração complementar feita com a mão que segura o gancho. Também é realizada uma raspagem superficial na estrutura anatômica a ser tratada, sendo indicada nas áreas de inserções ligamentares e tendíneas. A drenagem consiste em um deslizamento superficial na região com o lado do gancho maior, promove um relaxamento e aumento do aporte sanguíneo local.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Efeitos esperados pela Crochetagem


A técnica de crochetagem trabalha a quebra de aderências entre diferentes estruturas e profundidades dos tecidos envolvidos no movimento, direta ou indiretamente.

• MECÂNICO:
- Destruição das aderências e dos corpúsculos fibrosos;

• REFLEXO:
- A técnica libera as tensões musculares de intenção protetora provocadas pelos “colamentos” teciduais;

• TRÓFICO:
- A técnica libera o sistema vasculonervoso, melhorando as trocas teciduais;
- Aumento da circulação sanguínea;
- Aumento da circulação linfática na área aplicada,  ajudando na redução de edemas.
- Efeito  de  analgesia  (retirada  da  dor,  que  aliás é o maior objetivo da técnica) é praticamente imediato, proporcionando melhora da função que estava limitada.

• EFEITO PREVENTIVO NAS PATOLOGIAS ESPORTIVAS: 
- No esportista fadigado ou com sobrecarga de treino;
- Recuperando a mobilidade dos planos de deslizamento;

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A fisiologia da Crochetagem na Fisioterapia




A Crochetagem Mio-Aponeurótica otimiza uma menor aderência e fibrose entre os diferentes planos de deslizamento dos músculos, tendões, ligamentos e nervos, devolvendo a mobilidade e as funçãos normais dessas estruturas. Através do conhecimento fino em anatomia palpatória e a aplicação dos crochets sobre a pele, o profissional poderá obter melhores resultados. A técnica tem como objetivo dissolver os cristais de oxalato de cálcio que se acumulam em diferentes pontos da musculatura e impedem o deslizamento normal das capas musculares e melhorar os movimentos de deslizamento entre as fáscias.

Como ação mecânica, atua nas cicatrizes que geram progressivamente aderências entre os planos de deslizamento tissulares.

A crochetagem apresenta efeito fisiológico nas fibras colágenas, que se orientam paralelamente no processo de cicatrização, resultando em reparo, formação de tecido fibrótico diminuída, aumento da força do tendão acometido e aprimoramento da sua extensibilidade permitindo-lhe suportar maiores níveis de estresse longitudinal, destruição das aderências que fixam o tecido-alvo às estruturas ao seu redor e as existentes entre as fibras do próprio tecido alvo, destruição dos corpúsculos irritativos inter-aponeuróticos ou mio-aponeuróticos, hiperemia profunda liberando bradicinina e histamina, resultando em vasodilatação e redução de edemas, aumento de fibroblastos e promoção de realinhamento de fibras do colágeno, ocorre também a estimulação de mecanorreceptores de fibras grandes que causará a inibiçao pré-sináptica na medula espinhal, evitando a percepção da sensação transmitida pelas fibras de pequeno diâmetro, o chamado "efeito comporta".

Os efeitos fisiológicos descritos oferecem melhores condições para o início da cinesioterapia ou retorno às atividades diárias, pois a formação de aderências e o aumento do tecido fibrótico limitam o movimento nos planos de deslizamento tissular, comprometendo a extensibilidade e a funcionalidade do tecido lesado, a perda de função resulta em reagravamento da lesão com micro lacerações, infamação e cicatrização. A crochetagem tem como importante objetivo interromper esse ciclo vicioso.